domingo, 25 de novembro de 2012

Aprendendo com a Natureza



Ainda inspirada pelas flores do cerrado, a novidade dessa pintura é o selo de disposição (temperamento, humor, atmosfera) gravado pelo Professor Henry Li . Os ideogramas do selo representam a expressão "Natureza como Mestre" que pode ser traduzida como "Aprendendo com a Natureza". Esse princípio faz parte da conhecida teoria de Zhang Zao, da Dinastia Tang, segundo a qual, externamente, deve-se considerar a natureza como referência e, internamente, deve-se obter a orientação que vem do coração. Assim, de acordo com essa teoria, a inspiração do artista se encontra tanto no mundo natural como no mundo interior, ou seja, em seus sentimentos. O artista expressa seus sentimentos diante da natureza por meio da pintura: esta é a síntese da teoria que o selo transmite.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Flores de Cagaiteira

As flores da cagaiteira anunciam a chegada da primavera no cerrado, assim como as ameixeiras florescem no Extremo Oriente, no final do inverno.



sábado, 6 de outubro de 2012

Serra da Canastra



A mesma cena com a árvore de pau-tucano pintada anteriormente, mas com uma outra perspectiva, destacando o paredão da Serra da Canastra.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Work in progress




Exercício de pintura de paisagem, no curso de Pintura Chinesa do artista e professor Henry Li.

sábado, 29 de setembro de 2012

Uma cena do Cerrado



Árvore de pau-tucano, Serra da Canastra, pintada há pouco, na sequência da Primeira Pintura de Paisagem (postagem abaixo).

Pintura de Zhang Daqian no acervo do MET possivelmente foi realizada no Brasil

Uma pintura de Zhang Daqian (também conhecido como Chang Dai-Chien), pertencente ao acerco do Metropolitan Museum of Art (MET) de Nova Iorque pode ter sido realizada no Brasil. A obra foi produzida em 1965, quando o artista vivia em Mogi das Cruzes, SP. Zhang Daqian é considerado um dos mais importantes pintores Chineses do século XX. Segue a sinopse da pintura, publicada pelo site do MET.



Splashed-color Landscape, dated 1965
Zhang Daqian (Chinese, 1899–1983)
Hanging scroll; ink and color on paper


After 1949, Zhang lived for a time in Hong Kong and India before building residences in São Paolo, Carmel (in California), and Taiwan. His long residency outside China inevitably brought him into contact with currents of modern Western art, including Abstract Expressionism. This work, painted with intense mineral colors and broad washes of layered ink, may represent Zhang's response to such influences.
Zhang maintained that such works, which first appeared in 1956, when he was in Europe, derived from the "broken-ink" techniques of random splashing and soaking used by Tang dynasty (618–907) artists, but it seems more likely that his encounter with Western abstract art encouraged him to carry further the Japanese technique of splashed colors that he had used in earlier works. Clearly he welcomed the liberating effect of this painting mode on his creativity, which gave a spontaneity to his compositions. In spite of their abstract qualities, however, these paintings remained resolutely descriptive of the natural world. Here, Zhang first applied ink and color in a seemingly random manner, then added contour lines and other pictorial details in order to transform his composition into a highly suggestive vision of storm-engulfed mountains suddenly illuminated by a burst of sunlight that has turned the somber clouds iridescent.
(fonte: © 2000–2012 The Metropolitan Museum of Art)

Aulas de pintura chinesa tradicional pela Internet

O professor Henry Li e sua esposa vêm desenvolvendo um consistente trabalho de ensino dos métodos de pintura Chinesa tradicional na Internet. Ele já publicou diversos vídeos no Youtube e formou uma comunidade na plataforma Ning sobre o assunto. Também fornece materiais para clientes em todo o mundo. Diversos exercícios publicados no Blog fazem parte dos cursos on line organizados pelo professor Li.




Primeira pintura de paisagem



Primeira pintura de paisagem, utilizando como referência um exemplo de pintura chinesa tradicional.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pintura de árvores e pedras





Exercícios preparatórios para a pintura de paisagens, utilizando como referência o  The Mustard Seed Garden Manual of Painting, traduzido do chinês para o inglês por Mai-mai Sze.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Os quatro tesouros do estúdio de pintura chinesa


Os materiais básicos para a prática da pintura chinesa são: o nanquim em barra ou líquido, a pedra para dissolver o nanquim, e o pincel e papel orientais. Estes são os quatro tesouros do estúdio de pintura chinesa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Estudando o retorcido das árvores




Pintando troncos de árvores típicas do cerrado, vale lembrar as palavras do grande pintor Chinês Shitao. "Entre os antigos, alguns 'têm o pincel e têm a tinta'; outros têm o pincel, mas não têm a tinta; e outros ainda têm a tinta mas não o pincel". (...) Ter o pincel e não a tinta não significa que a pintura esteja literalmente sem tinta, mas que as texturas e lavis não têm muita importância. (...) Ter a tinta e não o pincel não significa que a pintura realmente foi feita sem pincel, mas que, no traçado das pedras e na pintura dos troncos, o pincel interveio apenas levemente, enquanto foi feito um uso tão excessivo do lavis que ele chega a encobrir e obliterar a sua presença, o que dá a impressão de que a pintura está destituída de pincel. (Fonte: RYCKMANS, Pierre. As anotações sobre pintura do Monge Abóbora-Amarga: tradução e comentário da obra de Shitao. Campinas: Editora da Unicamp, 2010.)

domingo, 9 de setembro de 2012

Um dos maiores pintores chineses do século XX viveu no Brasil.


Inaugurando o Blog Traços da Morada sob o Céu Contínuo, prestamos homenagem ao pintor Chinês Zhang Daqian (Chang Dai-Chien), um dos mais importantes artistas do século XX, que realizou boa parte de sua obra no Brasil.  









Chang Dai-Chien nasceu em 1899, no final da dinastia Qing, em Neijian. É considerado no mundo das artes um grande artista cuja vida e obra foram uma a imagem da outra. A diversidade de seus meios de expressão, seu conhecimento infinito da tradição e as obras expressionistas que ele produziu a partir dos anos 60, o colocam entre os maiores pintores chineses e um dos mais importantes colecionadores. Em 1949, após a segunda Revolução Chinesa, ele deixa a China e vive sucessivamente em Hong Kong, na Índia, em Darjeeling, na Argentina e enfim em 1945 se instala no Brasil onde fica até 1970. Próximo a Mogi das Cruzes, a uns cinqüenta quilômetros de São Paulo, Chang constrói sua residência ideal graças aos fundos reunidos pela venda, ao governo chinês, de duas preciosas pinturas antigas. Ele traça projetos de um Jardim das oito virtudes (Bade Yuan) e cava um lago ornado de cinco pavilhões (Wu Ting Hu). Ali, vive uma espécie de utopia ao redor de sua família, de seus alunos e de seus servidores. Ele celebra festas chinesas e pede a quem o cerca para respeitar as regras sociais da China tradicional.
 No início dos anos 60, Chang abandona o estilo guohua de pintura com contornos traçados, volta ao da xieyi: pintura com tinta de expressão pessoal e finalmente desenvolve um estilo expressivo de tinta espirrada que o diferencia de todos os outros pintores (Fonte: http://www.faap.br/hotsites/hotsite_china/chang_dai_chien.htm).